O que é mindfullness e como pode te ajudar a ter uma vida mais tranquila e com mais propósito

Vivemos em uma sociedade agitada, focada majoritariamente em resultados e em buscar aceitação coletiva, buscamos incansavelmente aumentar nossa produtividade para produzir e consumir mais, e como resultado nos sentir pertencentes a determinado status social.

Resultante disso vivermos quase 100% do nosso tempo no futuro: Planeando ações a serem tomadas e conquistas a serem alcançadas (como ansiando promoções no trabalho, ou mesmo sofrendo antecipadamente por problemas que ainda não ocorreram, por exemplo), ou mesmo no passado, revivendo situações com as quais nem mesmo temos mais controle, o que nos geram constantes sentimentos de culpa.

Em um mundo onde temos contato diário com um grande volume de informações em um ritmo frenético, ficamos paralisados em frente a isso: Comparando-nos frequentemente com outros em redes sociais ou em uma exaustiva jornada em buscar aprovação exterior. Raramente conseguimos desligar nossa mente e voltar nossa atenção para o presente, a realidade que estamos de fato vivendo.

O mindfullness ou atenção plena nos convida a embarcar em uma missão de auto-conhecimento, compaixão e coragem em busca de conhecermos nós mesmos, tomando o freio de nossa vida, trazendo nossa atenção exclusivamente para o momento presente. 

Hoje é comum vermos a meditação sendo vendida como uma ferramenta quase mágica para resolvermos problemas iminentes em nossa vida, como a ansiedade, angústia e até mesmo dores no corpo físico.

Mas a meditação é muito mais que isso, é um estilo de vida a ser seguido, buscando controlar nossos pensamentos, entendendo como eles surgem e – como nuvens – desaparecem.

Entender que os pensamento são apenas produtos do nosso cérebro e não representam quem somos. Entender que somos os observadores dos pensamentos, e não os pensamentos em sí.

Isso por que, ao darmos foco em um pensamento, seja ele qual for, nosso corpo responde de maneira eficaz, trazendo a tona as sensações e sentimentos ligado a ele. Em um exemplo de uma recordação de um momento delicado de nossa vida, por exemplo a morte de alguém querido, ao relembramos e focar-mos nesse pensamento podemos ver a sensação de tristeza florecer novamente dentro do nosso peito.

Se por outro lado, buscamos apenas observar este pensamento, entendendo que podemos escolher deixa-lo passar – como uma nuvem – pela nossa mente, ele então desaparecerá sem deixar rastros de angústia.

O nosso desafio atual, enquanto humanidade, é que estamos acostumados com um padrão de vida agitado, onde nossos sentimentos e emoções correm soltos em nossas mentes, sem que ao menos nos demos o cuidado de prestar atenção em cada um, entendendo por que ele surgiu e aceitando que logo ele passará.

Tornamo-nos como barcos soltos em um rio, deixando que cada lembrança nos leve a um estado diferente.

Assim sendo, a atenção plena, ou mindfullness é um convite para escolhermos conscientemente observar nossos pensamentos e – como num cinema – apenas assisti-los, com compaixão de nós mesmos, sem culpas ou julgamentos, buscando entender que cada atitude que tomamos no passado foi feita com base em todo o conhecimento que tínhamos ate então, e que cada segundo de nossas vidas contribuiu da melhor maneira possível para moldar-nos como somos hoje.

Devemos também voltar nossa atenção para o momento presente, ou seja, sempre que nossa mente se perder em devaneio de passados e futuros, escolhermos voltar para o momento presente, quantas vezes forem necessários.

Somente realmente presentes no “agora” poderemos observar com nossos próprios olhos a magia que é cada novo dia, cada novo momento, ver a arte em cada nuância da vida, e assim como crianças descobrindo o mundo, nos fascinar com cada pequeno detalhe da vida.

-Rg