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  • Como ter 2 bancadas de trabalho aumentou minha criatividade

    Como ter 2 bancadas de trabalho aumentou minha criatividade

    “Em nossa era digital, não esqueça de usar suas digitais” – Lynda Barry

    Vivemos em uma mudança de década, conforme apontado por Domenico de Masi em “O ócio criativo” (2001), esta mudança caracteriza-se pela substituição da matéria prima (física) das então industrias, para a informação (intangível). O que significa que hoje, na era “Pós-industrial” em que vivemos, nosso trabalho é cada vez mais intelectual e não fisico como era até então. Fundamentalmente hoje, usamos mais a “cabeça” para trabalhar do que a força física.

    Pelo fato de usarmos mais nossa cognição para criar/trabalhar, acabamos não estimulando nossos sentidos físicos, o que acaba, juntamente com longas rotinas de trabalho em espaços coletivos e padronizados, limitando a criatividade.

    Esse foi o gatilho inicial para a mudança que fiz no meu escritório: Adicionar 2 estações de trabalho diferentes. Isso se deve – conforme conversamos anteriormente – pelo “excesso” de trabalho cognitivo que desempenhamos diariamente, especialmente usando computadores, onde “o computador estimula o perfeccionismo perturbado em nos – começamos a editar ideias antes de te-las” conforme dito por Austin em “Roube como um artista” (2012) Por isso, para explorar novas possibilidades criativas em horários vagos (que inclusive foram abertos graças ao tele- trabalho, devido a redução de horários de transporte e de overtime) adicionei 2 bancadas de trabalho diferentes, onde em uma somente utilizo materiais digitais como o laptop e periféricos, e – isolado a isso – apenas matérias analógicos: Como pinceis, folhas, canetas, telas… nada de digital é permitido nesta outra bancada!

    E o resultado tem sido fantástico, trabalhos realizados na bancada analógica não soam como trabalho, é como brincar. Por fim, utilizo a banca digital apenas para executar as ideias publica-las (e claro, o Home office)

    Vale refletir também que estamos (enquanto sociedade) gradualmente migrando nosso modo de trabalhar para o tele-trabalho, visto que agora não é mais preciso deslocar o funcionário até a matéria prima, podendo descolar a mesma até o funcionário..

    O que nos leva – assim como levou a mim – a voltar nosso trabalho para dentro de nossas casas, tal como era feito pelos antigos artesoes e camponeses na era pré industrial, onde trabalho e lazer não possuíam divisões estritas. Ofício, vida, lazer e estudo por vezes eram partes unânimes.

    Com isso, o tele trabalho, abre portas para revivermos sonhos, ideias, criar e explorar hobby’s, visto que estamos novamente em contato com nos mesmos, e também com mais tempo disponível.

    Foi isso, que após 6 meses de tele trabalho, vivenciei, uma vez em contato mais profundo comigo mesmo, sem os barulhos que a vida coletiva oferece, comecei novamente a reviver hobby’s que por vezes tinham sido substituídos pela agitada vida de locomoção ao trabalho, chegar cansado em casa e o lifestyle workahoolich E você, quais são seus hobby’s? O que faz nas horas “Não produtivas”?

    – Rg

  • Redação ODS

    Redação ODS

    A igualdade de oportunidades é um princípio segundo o qual todas as pessoas devem ser tratadas de forma igual em suas diferenças e devem ter acesso a uma educação de qualidade, a um emprego, à saúde, à segurança e a padrões mínimos de qualidade de vida. O relatório “A distância que nos une” (OXFAM, 2017, p.11) aponta que “uma sociedade igualitária não só oferece oportunidades iguais aos seus cidadãos e cidadãs, mas também se preocupa com condições de vida menos desiguais em sua população.”
    Para que esta igualdade de oportunidades seja alcançada são necessárias políticas públicas e medidas que eliminem desigualdades econômicas, sociais e culturais e promovam igualdade de condições independentemente e apesar das diferenças de raça, classe social e gênero.
    Mas será que um país com desigualdades de oportunidades consegue promover o desenvolvimento sustentável? Segundo um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI), a desigualdade prejudica o crescimento de um país. A pesquisa apontou que países mais desiguais apresentam desempenho mais baixo e menos estabilidade. Quando a desigualdade é grande, sobretudo em termos de oportunidades, as camadas mais baixas ficam abaixo do seu potencial e ocorre um desperdício do recurso mais importante de um país: o humano.
    Pesquisadores, como o professor Jeffrey Sachs (2020) e o economista Joseph Stiglitz (2017), argumentam que existe uma forte relação entre desigualdade e instabilidade. Uma sociedade desigual dificilmente assegura uma democracia legítima. Para que o crescimento seja sustentado e inclusivo, seus benefícios devem chegar a todas as pessoas.
    O marco da iniciativa de combate à desigualdade foi a Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada na Assembleia Geral da ONU em 1948, que tem como fundamento básico a defesa da igualdade e da dignidade da pessoa humana. Embora não tenha efeito de obrigatoriedade legal, o documento serviu de embasamento para o Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, editado em 1966, e com vigor na ordem jurídica internacional a partir de 1976. No artigo 2o, os países signatários, entre eles o Brasil, “comprometem-se a respeitar e garantir a todos os indivíduos que se achem em seu território e que estejam sujeitos a sua jurisdição os direitos reconhecidos no presente Pacto, sem discriminação alguma por motivo de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, situação econômica, nascimento ou qualquer condição.”
    No Brasil, o artigo 5o da Constituição Federal de 1988 afirma que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Seguem incisos especificando e regulamentando situações de igualdade que vão desde direitos e obrigações em relação a gênero até a prática criminosa do racismo. Além disso, o governo federal, nos últimos anos, elaborou mecanismos como os programas “Bolsa Família”, “Minha Casa, Minha Vida”, “Programa FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador”, “PROUNI”, entre outros, que visam combater a desigualdade social.
    Apesar das iniciativas e do amparo legal no combate às desigualdades, vemos quase que diariamente situações de discriminação das mais diversas formas e pelos mais diversos “motivos”. De acordo com Khamis e Alves (2018, p. 154) “pode-se perceber que o Estado não possui políticas públicas suficientes e eficazes para uma verdadeira redução nas desigualdades”.