Neste livro, o autor – Osho – um grande filósofo indiano discorre sobre sua visão sobre o amor, seu significado e como se aplica na vida cotidiana.
A peça central de sua abordagem, em todo seu ensinamento, é o amor, pura e simplesmente. Amar em sua visão é uma dádiva que completa a existência, amar é o caminho, e o único. Osho ressalta a igualdade presente no termo “Deus é amor“ onde assim como na matemática uma igualdade significa que ambas as preposições estão corretas, indiferente seu lado na equação. Deste modo a expressão “O amor é Deus” é igualmente verdadeira, e inclusive incentiva para que analisemos desta perspectiva.
Deste modo, o amor é Deus, a completude, o criador. Para alcançar sua plenitude devemos simplesmente conhecer o amor. “Se eu tiver de escolher entre duas palavras, Amor e Deus, certamente escolheria a primeira e esqueceria tudo a cerca de Deus, pois aquele que conhece o amor está destinado a conhecer Deus” OSHO
Essa visão contrasta com o uso atual da palavra amor, a sociedade atual não sabe, e é finalmente construída para nunca saber o que é amor, pois isso levaria inevitavelmente a completude, desmontando o castelo de cartas de dominação e poder que cerca a sociedade humana desde seu primórdio.
As pessoas são ensinadas desde pequenas a não se amarem, a se odiarem, e com isso destroem a única chance de conhecer o amor, pois se eu não amo a mim mesmo, como alguém pode o fazê-lo? Não possuem referencial interno e por isso não o podem o ver externamente, vivem completamente cegos do amor, nem mesmo sabe o que seja. Assim sendo, abre a única forma de dominação, pois somente um homem sem amor – consequentemente infeliz – pode ser dominado.
Osho destaca que as crianças são privadas de todas as formas de amor, o amor é tratado como sujo, pecaminoso, algo que deve ser escondido. Beijar em público é feio, amar é errado, enquanto em paralelo são acostumados com a violência, o medo, os assaltos, a fome..
Os pais são infelizes e amargurados pois nunca encontraram o amor e criam os filhos a sua imagem e semalhança, condenam-os. As crianças não tem demais referencias, tem de aceitar, como um passáro que o cortam as assas.
As pessoas buscam por sexo pois esse é o primeiro degrau, aquele que sobra, visto ser o começo de algo que nunca lhes é permitido desenvolver. O sexo é o primeiro passo, tem de ir além. As crianças precisam serem introduzidas ao amor, não deve haver repressão na sociedade, isso causa escravidão. O amor é o único caminho a Deus, estamos nessa existência em sua caminhada.
“Tú és minha flor no céus e eu, suas raízes na terra” – KHALIL GIBRAN










